A comparação que quase todo mundo faz errado
É comum comparar o salário de um analista com a mensalidade do fornecedor e concluir que sair é mais caro.
A conta correta inclui encargos, férias, treinamento, ferramenta e, principalmente, o que acontece quando essa pessoa está de férias, doente ou pede demissão.
O ponto fraco da TI interna em empresa pequena
Não é competência, é cobertura. Uma pessoa só não cobre férias, não cobre dois problemas simultâneos e não é especialista em tudo.
E existe o risco de concentração: quando toda a senha e todo o conhecimento moram numa cabeça, a empresa fica exposta na saída dessa pessoa.
O ponto fraco da terceirização
Distância do negócio. O fornecedor não vive a operação, não escuta a conversa do corredor e não percebe o que está mudando na empresa.
Por isso terceirização funciona melhor quando há alguém interno, mesmo que não seja da área, como ponto de contato responsável.
O modelo misto costuma ser o melhor
Alguém interno resolvendo o imediato e conhecendo o negócio, fornecedor cuidando de servidor, rede, segurança, backup e do que exige especialidade.
Nesse arranjo, o interno para de ser o gargalo e passa a ser a ponte.
Quando terceirizar é claramente melhor
Quando o volume não sustenta um salário integral. Quando a empresa precisa de várias especialidades diferentes poucas horas por mês. Quando não pode depender de uma pessoa só.
É a situação da maior parte das empresas de dez a cinquenta funcionários.
Perguntas frequentes
Terceirizar significa demitir quem já cuida da TI?
Não necessariamente, e muitas vezes é o contrário: a pessoa passa a fazer o que agrega ao negócio em vez de apagar incêndio.
Como não ficar refém do fornecedor?
Exigindo em contrato que senhas, documentação do ambiente e acessos administrativos sejam da empresa, e que a saída inclua transferência organizada.
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